Recadinho Infernal

É o seguinte, quem está falando aqui é o Capeta. Não to nem aí se vocês me conhecem por outros nomes, sou EU, em toda minha glória, do mesmo jeito.

Venho por meio deste mandar um recado, bem específico, a algumas pessoas. Pessoas estas que se sentem e se fazem e se intitulam sombrias.

Mermão, esse negócio de sombra não é história minha. Eu gosto de muita coisa, sou o cara mais eclético que tem. Inclusive, de muitas luzes que admiro, a minha preferida é aquele tal de strobo. Os humanos ficam doidões com muito pouco, acho divertido ver todo mundo viajando nessa metáfora de curtir o inferno e o paraíso com essa de sombra e luz e sombra e luz e sombra e luz. O olho humano é triste. De todo modo, divago.

Meu ponto é: queridas Liliths, Ladies Darkness, damas do inferno, minhas prostitutas especiais e afins, eu não gosto de vocês. NÃO GOSTO. Negação do gostar. Na verdade, as odeio. Quero ver todas vocês servindo a Jesus, aquele cabeludo simpático que vocês fingem não achar gente boa. Eu mesmo acho, adoro o cara. Só considero uma baita sacanagem com minha linda face, vocês, a fim de servir a MIM, EU, o maior sacana das mentes homo sapiens, com tamanha falta de criatividade. Ainda prefiro uma Rossicleia, uma Francineide, uma Adalberta. Sim, é isso mesmo. Podem chorar, podem chorar que eu gosto.

O mesmo recado vai para os amantes da tal música extrema, black metal e afins, que fazem carranca e toda a pose do mal. Isso me faz querer descer aí (eu não moro embaixo como vocês imaginam, eu moro ao redor) e mostrar a verdadeira maldade em bitchslaps, já que a mamãe não amaciou direito vossas bundinhas quando necessário. Essas maquiagens que vocês usam, denominadas corpse paint, meu amigo de grode e balada Ney Matogrosso fazia melhor antes de vocês virem a existência, e anterior a ele Arthurzinho Brown em sua própria pegada. E eles faziam bonito. Saudades daqueles tempos.

Ney e Arthur estilão só de zua.

Enfim, só para concluir: adoro sorrisos, que não são nada além de grandes mentiras na maioria das vezes. Usem-os mais. E pelo amor a mim, me digam que uso farei de cadáveres? Não curto corpos, afinal de contas, de nada me servem. Tenho maior apreço pela utilidade das almas.

Fico por aqui, moçada. E agradeço a dona deste blog pelo aluguel do espaço, que claro, vou pagar com o que sei fazer de melhor: nada.

Um beijo de língua  em todos.

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A vergonha do Brasil

“É normal ver carro lá?”, “Você deve sentir falta de árvores né… A mata, e tal”, “Você é inteligente…” *tom de surpresa*.

Comentários e questionamentos do tipo já foram direcionados a mim por dois tipos de pessoas: gringos totalmente desinformados sobre o Brasil e BRASILEIROS sobre o Nordeste.
E aí, BRASILEIROS? Vergonha ein?

E agora vejo que muitos brasileiros culpam uma decisão política por uma tal de burrice nordestina. Por uma tal de miséria nordestina. Por uma tal, também, de incapacidade nordestina.

Que a xenofobia sempre rolou solta por cidades como São Paulo, eu sei, been there, seen that. E nunca foi compreensível, nem aqui, nem na Inglaterra.

Inglês velho (dos que eu vi) adora esbravejar contra brasileiros e polacos, que tão lá fazendo o que não tem inglês afim de fazer. Que tão lá trabalhando na base de tudo, repito, de TUDO, que corrobora pra um inglês ter sua preguiçosa cerveja gelada paga pelo governo ao mais bem fotografado empresário conseguir assinar seus devidos papeizinhos e cortar suas faixas cintilantes de inauguração. Não é muito diferente do que acontece dentro das fronteiras brasileiras.

Ouço muito falar também do preconceito com nordestinos na área de trabalho, aqueles, que não são os que deixam os banheiros dos seus clubes preferidos limpinhos, mas aqueles que estão lá concorrendo cabeça a cabeça com você que só porque nasceu e incorporou um sotaque que fala o “r” nos dentes se acha mais digno da oportunidade. Ora, se você é bom, você é bom, discorda?

Como pode, um professor de uma faculdade como a USP falar pra uma aluna, estando lá por ter sido aprovada de acordo com os processos seletivos e regras da instituição para uma pós, que por ela ser formada pela universidade estadual do Maranhão, ela precisaria ler mais e se empenhar mais que outros? Não era pela preocupação do preconceito, era por puro preconceito.

Entre os próprios alunos das universidades de cidades dotadas de grande concentração de diversidade cultural, como a tão querida e falada aqui São Paulo, existe uma competição, algo como senso de desonra, se um aluno nordestino se destaca. E algumas vezes ele nem pode se destacar, visto que terão mais pés esperando seus passos no meio do caminho para lhe fazer cair do que para qualquer outroense, outroino, outroano.

E dizem: odeio retirantes, eles vem pra cá, poluem a visão da minha cidade com a cara da pobreza, se unem em gangues e preenchem a violência.

Olha, sejamos justos um pouquinho, pra um nordestino malandro que você encontra na rua, existem bem uns trezentos malandrões nascidos e criados pela própria porqueira da sua cidade, da SUA CIDADE. Malandragem não é regional, se fosse, a gente fechava as porteiras e tava tudo numa nice, não é? Se malandragem fosse também coisa da cultura do pobre, não via ninguém precisando de cinto pra segurar a pança cheia de dinheiro sujo, de poder vil.

E se você é pego desprevenido pela expressão castigada de um ser humano no semáforo querendo dinheiro pra não morrer e acha que aquele coitado deveria estar onde nasceu (provavelmente também pra morrer), você é um estúpido, que nem direito ao voto merecia. Se essa visão não lhe dói pela noção da existência da miséria humana, e se isso não lhe faz ver como o seu PAÍS precisa de cuidado, você é pobre, pobrinho, pobre de marré deci, de alma.

E agora é isso. Política. PT no poder é burrice feita por nordestino. É porque nordestino é morto de fome e se vende por pouco. É porque nordestino vive em miséria. Se Nordestino vive mesmo em miséria, então o Brasil também vive, concordam? Como vocês gostariam de ver um país desenvolvido, com a indubitável discrepância social? Tire o Nordeste e você não tem mais Brasil, para bem e para um poderoso e maior mal. Tire o Nordeste, e a casa cai. A casa cai economicamente, a casa cai culturalmente, a casa cai e cai feio, se esbagaça toda no chão, e você vai ficar sem entender. Porque né, você é meio necessitado de desenvolvimento intelectual.

Meu ponto não é falar de política. É falar da visão embaçada que infelizmente temos que testemunhar. É falar da BURRICE que o BRASIL hospeda. É falar que existe coisa pior para o nosso país que a triste realidade de famílias sem teto e sem prato transformadas em números, e isso é a BURRICE de pessoas que tiveram tudo na vida para não cultivá-la e ainda conseguem carregá-la em discursinhos sem força, em comentários nada preciosos, em atitudes hipócritas.

Incapacidade nordestina, eu leio, eu escuto. Ora… Incapacidade! Pois vá ler um pouco sobre História, vá ler um pouco sobre o desenvolvimento dos estados nordestinos, sobre as cidades, vá ler sobre política, vá ler, vá perguntar, vá saber, e venha, venha ver.

Se a sua raiz é ter um pé no desenvolvido que você acha ser os tais países assim chamados, vá pra lá, vá, que você já deve bem se equalizar no pensamento sobre o Brasil comentado no início desse post. Quem sabe você não sofre um pouquinho de discriminação por você ser de onde é, e pare e veja o seu papel anterior em uma situação bem parecida. Só não continue a feder o meu país com sua mentalidade medíocre.

Tutorial para mensagens encriptadas sobre seus sentimentos

Tutorial de como fazer alguém receber uma mensagem encriptada sobre como você é segura(o) e está muito bem obrigada(o) ou está abalada(o) sem parecer desesperada(o) ou qualquer outro sentimento em busca de expressão misteriosa em prol da segurança das diversas interpretações cabíveis.

Se você brigou com o seu ficandinho a.k.a. ex-futuro-esposo-que-você-conheceu-sábado-passado, quer arrancar o olho daquela vagabunda que olhou pro seu bofe, acha justo dar um troco aos comentários maldosos que rolam de você por aí, entre outros exemplos como traição múltipla por suas amigas terem te deixado sozinha na noite passada ou esclarecer que você esqueceu foi num segundo aquele cara a quem dizia “eu te amo” por um belo dum tempo, aqui está sua salvação para ser ouvida sem precisar sujar as mãos:

  1. Entre no seu Orkut, Messenger, Facebook, Twitter ou uoreva, e coloque uma mensagem misteriosa e imparcial como: “Não acredito em vingança, a vida dá o troco”; “Antes de me criticar, tente me superar”; “A pior traição é a indiferença”; “A liberdade é linda”; ou quem sabe um “O que é meu está protegido pelas barbas de Merlin em uma trança de pentagramas” caso queira uma investida no medo por seu lado bruxo.
  2. A mensagem pode e deve ser reforçada por você no Orkut. Entre em comunidades que denotam indiferença emocional, a triste beleza da solidão, ódio às vagabundas, o livre-arbítrio e que você nada deve a ninguém, reafirmação do seu caráter e personalidade únicos (apesar da comunidade ter alguns milhares de membros). É claro que você escolherá cada opção de acordo com o momento pelo que está a passar.
  3. Não custa nada também colocar fotos no seu álbum que expressam o mesmo conceito. Por exemplo, se você é um cara que sentiu a masculinidade extinguir por terem terminado contigo, dê um upload de fotos com companhias femininas em festas e bebedeiras, mais interessante ainda se não forem amigas reconhecidas suas, mais ainda se forem aquelas que sua namorada tinha certeza que eram afim de você. Se caso você for uma pessoa abalada porque ninguém te ama e ninguém te quer, abuse de fotos de pedaços da sua cara com legendas intimistas, uma dica é usar frases de autores conhecidos e louvados, ou trechos de música, mas não se esqueça de só usar o que está em voga. Esse toque cai bem em qualquer outro espaço que se possa deixar visível uma mensagem.

E PRONTO! Sua mensagem encriptada está feita. Não espere uma reação em todos os casos, mas garanto-lhe que elas serão entregues, caso você seja de algum interesse, mesmo que cômico, para alguém.

E esse foi o Arrilias e Revoltas II, só pra constar.

Foto não meramente ilustrativa

Beijos pra quem é gente boa.

ps: O Orkut dá pau pra buscas com resultados (quase) infinitos e demonstra isso sempre com um mero of over 1000.

Coloca essa porra na boca e engole! – Arrilias e Revoltas I

Sabe aquela velha chata que sempre repete suas observações e não parece perceber isto? Eu serei esta velhaca irritante bem aí quanto à cenas de refeição de filmes. Eu sempre vou exclamar que eles não tão comendo, “tá vendo?”.

Tenho uma arrilia imensa dos pratos servidos e não comidos. É algo que sempre procurei entender: Por que diabos os atores, que por sua vez são ATORES, que estão a retratar a vida como ela é e tem seres humanos como seus personagens, apenas ciscam com o garfo no prato? Consegui reunir dez possíveis motivos, alguns mais técnicos e reais, outros aparentemente viajantes porém nada duvidáveis:

1. Muitos takes, muitas garfadas somadas que levariam os atores a sair da dieta.

2. Muitos takes, comida fria, frescurite.

3. Comida de mentira.

4. Dificulta edição, facilita erro de continuação.

5. Perda de tempo de diálogo porque é feio falar de boca cheia.

6. Dificuldade em entender fala por causa da boca cheia.

7. Dentes sujos.

8. Sendo lanches como sanduíches, economia em gasto com vários exemplares idênticos e um guloso contratado tirando pedaços de acordo com take (ver item 1 e 4).

9. Necessidade de ensaio do ato de comer, tornando-o descartável.

10. Gastronomia que não agrada ator.

Agora comento.

Pularei itens 1, 2 e 10, não são nada além das mordomias e particularidades dos tais artistas.

Item 3, comida de mentira. Desde que o Discovery Kids me mostrou como eram feitas as fotos para displays (entre outras peças publicitárias) de hambúrgueres, eu jamais esqueci todo o processo. Continuar lendo