Laila Razzo

Laila é noite em hebraico, é sagitariana com ascendente em aquário, lua em virgem e começou a falar tagarelando e andar correndo aos dez meses de idade.

Laila é o meu nome por não poder ter sido Kim, destinado a um possível menino. Ou não poder ter sido Hannah, que apesar de bonito, era o nome da falecida pastor alemão da minha mãe. Nasci em dezembro de 1988 porque meu pai disse nove meses antes que aquela era a hora. E desenfreei como um foguete porque nunca parei quieta nem na barriga, já que minha genitora não parava de dançar comigo lá dentro.

Não lembro da minha existência sem ser curiosa, detalhista e exigente. Eu perguntava “Por que o céu é azul?” com poucos anos de vida e queria uma explicação elaborada e coerente. Não adiantava me falar em Deus ou em duendes que se escondiam nas nuvens com latas de tinta azul de várias tonalidades. Apesar disso, eu sempre fui fascinada pelo mágico e fantástico. Todas as explicações das coisas são válidas, pra alguma coisa.

Por perguntar tantos porquês me desenvolvi majoritariamente tirando conclusões, logo sendo crítica, e não aceitando qualquer fato predisposto feito pra engolir. Eu nunca engoli a incompreensão, eu sempre queria compreender, daí tirei a qualidade de compreensiva.

Desde que me entendo como criatura que pensa, meus valores e princípios estiveram comigo, sólidos. Mas minhas percepções e bagagem estão sempre abertas para acréscimos, sejam eles complementares de primeira encaixáveis ou conflitantes.

Na minha opinião, o maior desafio da vida é o equilíbrio pelo auto-conhecimento. E acredito que quanto mais você conhece, mais você se conhece. Porém discordo que conhecimento você só adquire lendo livros e alimentando intelectualoidices. Conheço milhares de pessoas repetidoras de belas teorias e pouquíssimas teóricas por si só, pensantes. De inteligência existem vários tipos, mas nenhuma se compra ou se decora. Tenho alergia à burrice e falta de personalidade.

Sou totalmente babaca por todas as formas de expressão. Técnica sem feeling não é nada, talento com feeling é tudo.

Explosivos, risada de hiena, foguetes, acidez, destrambelho, sensibilidade, raios e cores. E sempre, sempre os significados.

Na balança o emocional e o racional, dou valor à memória, à ideias malucas, à peculiaridades. Geralmente estou nos sapatos de uma analista do comportamento humano, tendenciosa à comédia, ao ridículo e ações-reações por vezes resultando em ciclos, outras em linhas, e no final das contas teias.

De resto, publicitária de graduação, compulsivamente conceitualizadora; aparentemente tenho um cérebro um pouco drogado de nascença, meus amigos são inspiradores, minha mãe é de outro mundo, sou o número 3 e não sei onde vou parar nessa vida, só espero não parar.

Criatividade é coisa linda do cosmos, fotografia é a calmaria, cantar define extravasar, música é a conexão, dançar é a sintonia inevitável. Escrever é organizar e desenvolver pensamentos, é cuspir, é sussurrar, é gritar, é fazer ondinhas com os dedos, e às vezes ciclones, e mais ainda: é existir.

É, acho que isso é tudo, mais ou menos.

2 pensamentos sobre “Laila Razzo

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