o parto do buraco negro

o parto do buraco negro

entendi
entendi e senti
em cada poro
a gota d’água
do poço
de uma poça breu
não quando lá estava
no escuro
mas quando de lá saí
ao claro

me foi preciso
o conhecer d’
o fosso e fossa
o lodo e lama
o inferno
pra ver o teu
e não me ressinto
não minto
e não findo
o ~fato~
de que encontrei
as piores bestas
e a decadência da fé
a espiral do eco
e o labirinto
sem muros
do vácuo
e conheci o que
cobre a tua luz
e que até lá só fui
por amor

(meu amor de
louco
venceu derrotado
porque amor
não é direcionado
é o manto
que une o mundo
na pupila da estrela
de onde todos viemos)

meu amor
não se ressinta
com erros de tempo
isso não existe
a vida não é
com/passo perfeito
não se levante com
armas baratas
elas saem pela
culatra
e não cura, a gaze
mofada
não acredite nas vozes
que te são re/correntes
elas são hálito veneno
às penas do teu pássaro
não esqueça que
a tua maior força
é a tua verdade
só verdade faz valer
a pena que é viver
no caos onde
nos encaixaram
e me perdoa
por antes não ter
conhecido
o peso
e a liquidez
do escuro

– Nyx K.

hugnight

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