7 Meses e Algumas Horas de Paixão
Não faz nem 1 ano que eu me apaixonei pelo Avenged Sevenfold, são exatos sete meses e algumas horas. Foi como qualquer outra paixão de primeira, assustador e surpreendente. E não vejo como ou porquê ser apaixonado por algo por mais ou menos tempo muda alguma coisa, principalmente quando o assunto é música. Sentir um som que te percorre as mais labirínticas entranhas é avassalador, te encontra, fala por ti e te modifica de alguma forma, não tem como apagar nem diminuir, e só um cérebro pouco desenvolvido pra ter rancor dos criadores e menosprezar o que antes foi feito no número perfeito pra tua alma vestir por terem mudado algo no som.
Falo isso por ver tanta gente revoltada com a mudança do som dos caras, revoltados ao ponto de serem “A7X for life” e de repente “A7X agora é baladinha de merda”, o que não é o mesmo do simples “preferir antes”. Não vou me estender, não tem muito o que comentar sobre isso, só acho babaca ser fã alucinado de uma coisa e de repente defecar em cima. Ainda mais relacionado a algo que não perdeu a sua essência. Não compreendo o amor desligado da admiração pela essência.
A música do Avenged Sevenfold representa tão bem a minha necessidade de externar a minha agressividade mesclada com uma beleza sonora tão impactante, que nem sei dizer, é simplesmente minha tempestade junto com minha calmaria. É forte e grande assim.
Pra melhorar tudo, a banda tem um carisma de acessibilidade e transparência tão expressivo por como se comunicam com o público através de atualizações em vídeos e texto, que não tem como não se identificar e não vê-los como só um grupo de amigos fazendo um som porque gostam daquilo. Nada mais humano, próximo e real. O que se potencializou com a morte do The Rev e a conduta da banda ao lidar com isso. Mesmo no palco, não se vê nada teatral como um Gene Simmons demoníaco ou um Angus Young duck-walking-lips-deforming, não existe um elemento superior de icone nos integrantes, não existe algo absurdamente característico a não ser pra quem goste e perceba, até porque eles não são necessariamente elétricos, extravagantes ou excêntricos assim. Avenged Sevenfold pra mim é algo tão carne e osso e ao mesmo tempo tão lindo que se faz uma mistura engraçada.
Pra mim, o Avenged Sevenfold é um dos exemplos atuais que o rock e o heavy metal não estão enterrados e fadados ao esquecimento, e quem quiser me falar que não haverá outro AC/DC, outro Led Zeppelin ou outro Metallica etc etc, hold! Eu tenho algo a dizer em um futuro post. Por enquanto, fiquem com um pouquinho de Avenged Sevenfold:



coincidência bizarra.